“A nossa sociedade é adultocêntrica. Tanto nas famílias, como nas instituições, é urgente transformar o olhar sobre a infância, questionar padrões desadequados de educação, reenquadrar as noções de desenvolvimento e deixarmo-nos inspirar pelas abordagens que realmente respeitam o ser criança, cada criança.”

Olá, eu sou a Dulce

Sou mãe de duas meninas, designer de livros, activista pelos direitos das crianças e formadora de famílias e profissionais na primeiríssima infância e organizadores de Playdates.

Também há quem me conheça por Erva_Dulce porque me segue nas redes sociais. Tenho a certificação no nível avançado da pedagogia Pikler-Lóczy, que alio a estudos em neurociência infantil, e há cinco anos que me dedico a apoiar a parentalidade. 

Em 2019 criei a comunidade Erva Daninha para partilhar conhecimento em temas como os cuidados de qualidade, o desenvolvimento motor livre, o brincar livre, a educação das emoções e o desfralde sem treino. Em 2021 lancei o podcast Conversas Daninhas e criei os playdates Erva Daninha para famílias com crianças entre os 18 meses e os 4 anos. Faço também parte do projecto Educa.são, coaching e mentoria para Pais e Educadores.

Nasci e vivo no Porto, tenho 40 anos, gosto de andar descalça e trago comigo um novo olhar sobre a competência dos bebés.

"Precisamos de conviver mais com crianças. Que elas invadam as ruas e as nossas vidas com o seu comportamento infantil. Porque com elas aprendemos a viver o fundamental."

O que dizem de mim

Dizem que sou uma pessoa capaz de transmitir calma e apaziguar o coração sempre exaltado das mães e pais. Dizem que comunico de forma clara e que sei contar histórias. Dizem que sou uma lutadora com coragem de fazer frente à voz instalada. Dizem que trago comigo uma nova visão sobre a capacidade dos bebés.

Dulce Cruz, mãe

Eu não estava preparada para ser mãe. Ninguém está, não é? O meu primeiro ano foi uma descida ao lado mais sombrio de mim própria, cansada, desesperada e angustiada por não saber como ser a mãe que a minha filha parecia precisar. Os primeiros meses foram pautados por maus conselhos que iam contra o meu instinto e me afundavam em culpa. Amamentação com horários, afastar a minha de mim, não dar demasiado colo, treiná-la para tudo e mais alguma coisa. Aos oito meses bati no fundo. Não havia ninguém que parecesse capaz de me ajudar, nem o meu companheiro tão disponível e interessado. Fizemos uma última tentativa com o pediatra, mas a abordagem era de novo afastar-me da minha filha. Mesmo que fosse só por uma noite, recusámos fazê-lo. A partir daí, da ideia de total abandono e solidão, decidi finalmente partir do princípio de que as respostas estavam na nossa família. Comecei a ouvir o meu instinto. A procurar soluções com o meu companheiro, baseadas na observação da bebé. Foi quando a luz começou  a iluminar-me.


Quando a Sara tinha cinco meses, eu descobri a abordagem Pikler. Fiz muitas pesquisas na internet sobre “motricidade de bebés” porque eu achava que os bebés precisavam que os adultos lhes ensinassem tudo, e estava pasmada com as capacidades que a Sara demonstrava a cada dia. A visão de respeito pela autonomia da criança e o olhar sobre a importância dos cuidados apaixonou-me logo. Depois de me agarrar ao meu instinto (e de fazer muita terapia) decidi mudar de rumo profissional e iniciar um percurso que não tem um nome bem definido, algures entre a pedagogia e a assessoria a famílias. é que os meus desabafos no Instagram estavam a tornar-se maiores do que eu imaginava, o feedback era brutal e eu sentia ânimo para fazer cada vez mais: lutar pelos direitos da criança, difundir uma imagem de bebé capaz, empoderar os pais no seu acompanhamento dos filhos.

 

Foi assim que vim aqui parar. Hoje ser mãe é um enorme prazer, que me sai do coração e o preenche. E aqui estou, com o meu companheiro e duas filhas, imensamente feliz, disponível para ajudar outras mães e pais a caminho da sua emancipação.

Os meus princípios

A minha formação

CERTIFICAÇÃO LÓCZY FOUNDATION FOR CHILDREN

 

nível básico

  • El Juego Libre, La actividade Autonoma

  • Respectful Care and the Relationship with the Adult

  • Self initiated Motor Development

nível avançado 

  • A Observação Pikleriana

Tendemos a olhar para o bebé como alguém que ainda não tem as capacidades a que chegará em adulto. Focamo-nos muito nos resultados. Ainda não se levanta, ainda não fala, ainda não anda, ainda não come sozinho, não se veste sozinho. Isso leva-nos a ter pressa, a desejar que os filhos cresçam depressa. Aos dois meses, o bebé já distingue cores. Aos quatro meses, ele já tem consciência das mãos e dos pés. Aos oito meses já pode sentar-se sozinho e cantar. Vistas assim as coisas, a vida desacelera. As crianças têm de volta o tempo da sua infância. 

 

A autonomia é a base da resiliência. Porque havemos de apressar a muda da fralda para depois irmos brincar com o bebé? Se é precisamente nos cuidados que ele é dependente e se estabelece o melhor vínculo, e no brincar ele pode agir livremente?

 

Na abordagem pikleriana valoriza-se a relação entre os cuidados e a autonomia. Surgida em 1946 pela sensibilidade da pediatra Emmi Pikler, ela desenvolveu um modelo institucional que eu adapto às famílias. O que pode ensinar-nos esta pedagogia? A observar o bebé e segui-lo, sabendo quando e para que precisa de nós. Quais os seus interesses, o que precisamos de providenciar. Quais as suas capacidades, e como podemos acompanhá-las. A importância da motricidade não condicionada e da actividade livre e espontânea.

 

A minha certificação na LÓCZY FOUNDATION FOR CHILDREN trouxe-me um background sólido de conhecimentos que apresento às famílias no curso O CUIDAR, O MOVER E O BRINCAR DOS BEBÉS e em todos os conteúdos e serviços que vou criando. Alio esse conhecimento a estudos em neurociência infantil e na teoria do apego. Para pais e bebés livres.

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